sábado, 18 de setembro de 2010

Bem vindos!















Olá pessoal!

Apresento a todos o blog "Jovem de Virtú".
O objetivo deste espaço é divulgar as discussões e trabalhos gerados à partir do material "Valor do Amanhã na Educação", produzido pelo Instituto Unibanco através das reflexões e textos do economista Eduardo Giannetti.
Este material propõe ao jovem perceber a importância em se fazer boas escolhas na vida, para, desta forma, colaboramos na construção de um futuro melhor para todos.

É isso aí...

Boa leitura e ótimas escolhas!

Um abraço,

Professor Juliano Nogueira
Escola Estadual Presidente Dutra

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Virtú e Fortuna














De acordo com o folósofo florentino, Nicolau Maquiável, virtú é a capacidade do indivíduo intervir em sua vida e na sociedade de forma perspicaz, mesmo estando sujeito as incontigências do acaso, ou seja, a fortuna. Apesar da fortuna, inesperadamente, pode exercer um força contrária que difulte a consolidação dos nosso projetos, o ser humano reflexivo e atuante, com amplos princípios éticos e humanitários de valorização da vida e da diversidade cultural, pode atuar decisivamente na construção de um futuro melhor, tanto para para ele quanto para todo o planeta terra.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Viver a deriva ou velejar?




O cantor e compositor fluminense, Paulinho da Viola, além de melodias belíssimas, expressa em algumas de suas canções uma discussão bastante interessante sobre a capacidade/incapacidade do ser humano em nortear a sua vida.
Na canção "Timoneiro", o narrador aponta: "não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar". Podemos traduzir esta metafora associando o mar a vida e o timoneiro ao indivíduo. Desta forma, a letra indica que as contigências da vida(mar) que controla "o futuro" do indivíduo (timoneiro). Esta visão pessimista, onde o ser humano assiste atônito os caprichos do acaso, é conestada por outras canções do compositor. Em "Argumento" o compositor sugere: "Faça como um velho marinheiro, que durante o nevoeiro, toca o barco devagar", ou seja, nesta canção é declarada a possibilidade do indivíduo (timoneiro) lidar com as adversidades da vida (nevoeiro) com cautela, agindo da maneira certa, nos momento e horas adequadas. Neste caso, o indíviduo, a partir de suas experiências e de seus conhecimentos, pode interferir na vida com responsabilidade e conciência.
Na canção "Prisma luminoso" o ponto de vista de "Argumento" é reafirmado: "Viver é tempestade e calmaria, sofrendo a gente aprende a navegar, um dia".´O sofrimento, neste caso, é marca das experiências passadas, idéia que indiretamente colabora com a visão do filosofo francês Jean Paul Sarte de que somos livres porque existe um mundo resistente a liberdade.
Por fim, na canção "Pra jogar no oceano" Paulinho da Viola,na figura de um eu-narrador,demosntra seus anseios: "Meu ideal se resume em ter o meu destino na palma da mão".
Interessante notar que nestas letras os conceitos de virtú e fortuna de Maquiavel estão diluídos. Isto não quer dizer que Paulinho da Viola leu e cita este filósofo nas suas canções, mas que, no mínimo, estes conceitos servem como arcabouço teórico para refletirmos sobre estas belas obras poético-musicais.
E você? Quer navegar no mar da vida, com conciência e autonomia, ou quer simplesmente deixar as aguas te levarem, a deriva, sem projeção de futuro, sem perspectivas?

domingo, 12 de setembro de 2010

As trocas intertemporais



O economista Eduardo Giannetti, em sua obra "O valor do Amanhã na Educação", demonstra que a vida é feita de escolhas e que tudo na vida tem seu preço. A partir dessa premissa, ele criou o conceito de "trocas intertemporais", ou seja, a todo momento nos confrontamos com a dúvida: gozar o presente sem se preocupar com as consequências futuras ou agir de forma parcimoniosa e consciente a fim de planejarmos um futuro mais prospero.
Segundo Giannetti, a relação das escolhas no tempo é fundamental, pois as diversas temporalidades se cruzam no momento em que decidimos e que atuamos no mundo em que vivemos. Neste sentido, uma parcela do futuro nos pertence, na medida em que somos responsáveis por nossas ações no presente.
Na obra são trabalhadas várias metáforas, trechos de obras literárias, poesias e canções, o que deixa a leitura mais atrativa e significativa para o público jovem.
Por fim, segundo o economista, as noções de poupança e de investimento devem sobressair aos limites da esfera econômica, na medida em que podemos empreender nosso esforços e nosso tempo nos estudos, na saúde, e em outras áreas, para que futuramente possamos colher os frutos das nossas boas escolhas.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Efeito borboleta













Indicação de filme:

O Efeito Borboleta (The Butterfly Effect)

Elenco: Ashton Kutcher, Amy Smart, Eric Stoltz, Elden Henson, Ethan Suplee, Melora Walters
Direção: Eric Bress
Gênero: Suspense
Distribuidora: Europa Filmes
Estreia: 16 de Julho de 2004

Sinopse: Evan Treborn é um jovem estudante de psicologia que percebe que, através da leitura de seu diário, pode modificar o seu tempo presente e futuro. Desta forma, ele passa a intervir em alguns detalhes de seu passado alterando assim toda a sua vida e de seus companheiros.

A proposta de assitir a este filme é perceber que as nossas escolhas são fundamentais para a constução de nosso futuro e das pessoas que nos cerca. A simples escolha em utilizar ou não um preservativo na hora do sexo, ou até mesmo não praticar tal ato, ou o fato de não ingerir bebidas alcoólicas antes da direção de veículos automotores, pode alterar drasticamente a nossa vida e até mesmo de incontáveis pessoas que estão ligadas diretamente e indiretamente a nós.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O peso da liberdade



O filósofo existencialista francês, Jean Paul Sartre,dizia que o ser humano é condenado a ser livre. Nesta perspectiva, o ser humano deve assumir o peso e a responsabilidade de poder fazer escolhar e exercer a sua liberdade.
Apesar desta dificuldade, Sartre aponta que o valor supremo da existência é a liberdade. Ele também afirma que a liberdade depende da razão, pois as escolhas devem ser feitas de modo racional. A escolha, por sua vez, é o exercício pleno da liberdade. Neste sentido,"não existe uma liberdade pura, sem que a razão seja sua justificativa, nem existe a liberdade do acaso, porque a razão e a liberdade vão se implicar mutuamente."
Se somos condenados a ser livres, como proprõe Sartre, logo, é preciso que façamos boas escolhas e que nos engajemos em um projeto de vida que leve ao desenvolvimento integral do indivíduo e que este projeto repercute de forma positiva na sociedade em que vivemos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Desenvolvimento como liberdade



De acordo com o pensador indiano, ganhador do premio Nobel de economia de 1998, Amartya Sen, uma vida boa é uma vida com boas escolhas. Neste sentido, ele acredita que a liberdade não é simplesmente um fim, mas sim um meio para se alcançar o desenvolvimento dos indivíduos e das sociedades.
No entanto, é necessário certas capacitações para que as pessoas façam boas escolhas.
Noções como renda, poder de compra, bem-estar social e justiça não são suficientes para o desenvolvimento integral das pessoas e dos países. É necessário exercer boas escolhas neste difícil exercício da liberdade.
É muto comum famílias ricas apresentarem uma péssima qualidade de vida, na medida em que não sabem como utilizar os recursos econômicos e materias que elas podem adquirir. O fato de uma pessoa ter dinheiro para investir em alimento não necesáriamente lhe trará uma vida saudável. Ela pode gastar boa parte de seus proventos consumindo comidas de alta caloria e de baixo valor nutritivo, como fast foods, doces e refrigerantes.
Assim, a liberdade e as boas escolhas caminham lado a lado no desenvolvimento integral dos indivíduos e das sociedades, e, por isso, devem ser valorizadas na construção de um futuro melhor.